Restaurantes precisam apostar no delivery

O empresário Bruno Tavares da Fonseca tem um restaurante mexicano desde 2013, em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Em 24 horas, as vendas zeraram. Bruno nunca tinha vendido por delivery. Teve que aprender na marra.

“Foram dias de eu decidir se eu ia fechar o restaurante, manter ele fechado, ou montar um delivery pra faturar e manter as contas no azul, conseguir arcar com as despesas fixas e, principalmente, o que mais me preocupa, meus funcionários”, conta o empresário.

O diretor de operações de uma rede de franquia, Rubens MasseranIansen, que tem o delivery em seu DNA, dá algumas orientações para quem vai começar a atender. A rede tem de 200 restaurantes, a maior parte está fechada, mas as entregas estão ativas, e crescendo.

“O delivery tem algumas pernas importantes, nós dizemos pernas porque sem elas não anda o processo. Dentre elas, uma das mais importantes é você cumprir o que promete para o seu cliente, a segunda delas é a qualidade do seu produto, e a terceira delas a velocidade que você entrega.Se você entregar com qualidade, da forma que prometeu para o seu cliente, o teu índice de recompra é muito grande.”

Quando se fala em delivery, um ponto essencial é a embalagem. Dela depende o sucesso da operação. Somando embalagem, saquinho, guardanapo, talheres, pode chegar a um custo extra de cerca de 8% do valor do produto.

Uma dificuldade que o empresário Bruno encontrou foi achar embalagens no mercado para comprar neste momento. Ele contratou dois motoboys e vai entrar numa plataforma de delivery.

Quando se trata de refeição, o ideal é entregar em até 30 minutos.

A Abrasel orienta que em tempos de pandemia, a higiene deve ser redobrada. Limpar as mãos sempre antes e depois de tocar em alguma coisa. O mesmo vale pra embalagens, talheres, máquina de cartões e baú de entrega. Se um entregador apresentar qualquer sintoma do novo coronavírus, não deve trabalhar. Cada profissional deve receber álcool em gel em embalagens fáceis de carregar. Se não for possível o pagamento online, levar o troco num saquinho. Quando encontrar o cliente, ficar sempre a um metro de distância. Isso dá segurança para o cliente comprar.

“Nossa expectativa de crescimento é de no mínimo o dobro do que estamos atendendo hoje, já tivemos crescimento, e quando voltarmos as nossas operações normais, alem do publico habitual que tínhamos em shoppings, lojas, certeza de que teremos o dobro de delivery através das plataformas”, afirma Rubens.

“Isso é uma nova tendência do mercado, as pessoas consumirem em casa, eu não acredito que as novas gerações vão ser como nós, de consumir tanto na rua. Eu tenho uma boa expectativa que o delivery vai pegar e no final isso vai ser uma coisa boa”, diz o empresário Bruno.

Fonte: Pequenas empresa e grandes  negócios